Edição Set-Out 2026
Tecnologia apoia qualidade dos laboratórios
A Controllab organizou o “Workshop Qualidade Conectada – Tecnologia Aplicada ao Laboratório Clínico” no 58º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, nesta quarta, 16/09. A empresa convidou o Head de Análises Clínicas da Rede D'Or em São Paulo e Médico Patologista Clínico da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Nilo José Coêlho Duarte, e o Biomédico Paulo Roberto Santos Ferreira, do Hospital Israelita Albert Einstein, para apresentarem os cases de implementação nos laboratórios.
Nilo apresentou como a Rede D'Or utiliza o sistema para o controle da qualidade. “Nós conectamos duas responsabilidades, a unidade e a rede. A unidade acessa o resultado específico, investiga as causas locais e acompanha as rodadas seguintes. Já a rede tem a gestão corporativa, reconhece a recorrência na rede, direciona suporte e treinamento e acompanha o fechamento. O dado é compartilhado, mas a responsabilidade técnica permanece definida”, explicou.
De acordo com ele, a análise serve para diferentes investigações, desde calibração de equipamentos, problemas de kits, lotes de insumos, questões com as amostras, entre outros. “Ter indicadores serve para monitorar e acompanhar o dado. A tecnologia amplia a visão, mas a decisão continua técnica e humana”, afirmou.
Atualmente, a rede faz três análises dos ensaios: adequado, para acompanhar a tendência e comparar o histórico; inadequado a fim de investigar a causa e definir a ação; e não avaliado, que classifica o motivo antes de interpretar. Segundo Nilo, o próximo passo é medir adoção, tempo até análise, recorrência e fechamento das investigações.
Já o biomédico Paulo Roberto Santos Ferreira trouxe a experiência prática dentro do Hospital Israelita Albert Einstein, com ensaio de proficiência integrado conectando desempenho analítico e prática laboratorial.
Antes do sistema da Controllab, eram necessários 10 passos, que foram reduzidos para 6 etapas. Ele compartilhou os desafios enfrentados, desde a preparação do ambiente com sistema online para etapas de validação e integração; cadastro de equipamentos, exames e kits; mapeamento para integração dos sistemas; treinamento da equipe para novo fluxo e nova forma de identificação das amostras.
Entre os ganhos, Ferreira destacou a participação em um projeto pioneiro bidirecional, integração com qualidade e precisão, agilidade operacional e falha na transcrição praticamente nula. No hospital, eles integraram 15 ensaios de proficiência, envolvendo 9 equipamentos, 150 ensaios integrados e 450 dados integrados.
Integrante do Comitê Oficial da SBPC/ML para Discussão sobre Qualidade Laboratorial, Rafael Monsores Lopes, da Controllab, destacou que “a tecnologia não é apenas um suporte, mas o elemento central do laboratório moderno”. O especialista também explicou que é possível criar redes para benchmarking e análise de indicadores entre os estabelecimentos, seja dentro de uma mesma rede ou comparando a rede com o mercado.
O foco inicial da empresa, em 2025, esteve na estruturação das bases de dados e alinhamento das informações essenciais coma identificação do problema raiz, correção e ajustes minuciosos de informações e centralização da informação em um painel de BI estruturado. Atualmente, com a base estabelecida, o BI tornou-se um organismo vivo focado em escala e melhoria contínua. Assim é possível a validação da ferramenta em operação plena, disponibilização ágil para novos entrantes no sistema e gestão baseada em uma lista com melhorias contínuas.
O mediador do workshop, José Antonio Poloni, reforçou o valor dos dados para analisar desempenho. “Precisamos olhar para a tecnologia como essa conexão para melhoria contínua. A gente percebe que a mensagem comum é que a qualidade precisa conectar dados, processos, pessoas e tecnologia”, afirmou.

