Edição Mar-Abr 2026
SBPC/ML reforça cooperação científica com Portugal em congresso de Patologia Clínica
A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) participou do XV Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Patologia Clínica (SPPC), realizado em Coimbra, Portugal, reunindo especialistas internacionais para discutir avanços científicos e desafios da medicina laboratorial. O encontro é considerado um dos principais fóruns de atualização da área e promove a troca de experiências entre profissionais e instituições de diferentes países.
Representando a SBPC/ML, o presidente da entidade Guilherme Ferreira, e o presidente do Conselho de Ex-Presidentes (CONEX), Alvaro Pulchinelli Jr., apresentaram a palestra “O laboratório na toxicologia das drogas de abuso”, abordando o papel estratégico dos laboratórios clínicos na detecção e no monitoramento do consumo de substâncias ilícitas.
Durante sua apresentação, Pulchinelli destacou os desafios crescentes impostos pelas novas drogas e pela constante evolução das substâncias psicoativas, que exigem atualização tecnológica e científica permanente por parte dos laboratórios.
“O laboratório tem papel central na identificação dessas substâncias e na produção de evidências confiáveis para a saúde pública, para a medicina e também para áreas como segurança e trânsito. A toxicologia laboratorial evoluiu muito nos últimos anos e precisa acompanhar a dinâmica das novas drogas que surgem continuamente”, afirmou.
Guilherme Ferreira apresentou a experiência brasileira na estruturação de padrões de qualidade para a área, com destaque para o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) e para o PALC-TOX, iniciativa voltada especificamente à toxicologia laboratorial.
Segundo ele, a criação de referenciais técnicos e de qualidade fortalece a confiabilidade dos exames e contribui para o avanço da especialidade. “O PALC e o PALC-TOX representam um passo importante para consolidar padrões de qualidade na toxicologia laboratorial. Ao estabelecer critérios técnicos e de gestão, contribuímos para aumentar a segurança e a confiabilidade dos resultados produzidos pelos laboratórios”, destacou.
A participação brasileira também reforça uma colaboração científica já consolidada entre as duas sociedades. Há vários anos, a SBPC/ML e a SPPC mantêm intercâmbio de especialistas em seus congressos nacionais, ampliando a cooperação internacional e promovendo a circulação de conhecimento entre profissionais da medicina laboratorial de língua portuguesa.
Para Guilherme, essa parceria fortalece a especialidade e aproxima experiências regulatórias, científicas e assistenciais dos dois países. “A cooperação entre Brasil e Portugal permite compartilhar experiências, discutir desafios comuns e construir soluções conjuntas para a evolução da Patologia Clínica e da Medicina Laboratorial”, concluiu.

