Edição Set-Out 2026 Publicado em: 07 outubro 2026 | 11:00h

PALC recebe reconhecimento internacional por qualidade e segurança na Medicina Laboratorial

Programa da SBPC/ML recebeu prêmio durante congresso internacional em Dublin e teve reacreditação dos padrões da Norma PALC renovada até 2030

O Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC), da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), recebeu reconhecimento internacional pela qualidade de seu programa de acreditação. Durante a 42ª Conferência Internacional da ISQua, realizada em Dublin, na Irlanda, a SBPC/ML recebeu o ISQua EEA IAP Awards, na categoria Organisational Accreditation. O diretor de Relações Institucionais da Sociedade, Wilson Shcolnik, representou a entidade e recebeu a premiação.

O reconhecimento ocorre após a renovação da acreditação internacional dos padrões da Norma PALC pela ISQua External Evaluation Association (ISQua EEA), com validade de janeiro de 2026 a janeiro de 2030. A entidade é referência internacional em qualidade e segurança em saúde, e a reacreditação confirma que os padrões e processos do programa brasileiro permanecem alinhados a critérios internacionais relacionados à qualidade, segurança do paciente, governança e melhoria contínua.

Segundo a gerente do PALC, Carla Chaves, a renovação não acontece de forma automática. A ISQua EEA realiza uma avaliação externa e independente dos padrões e dos processos de acreditação para verificar se eles continuam tecnicamente consistentes, atualizados e alinhados aos princípios internacionais de qualidade e segurança em saúde.

No caso do PALC, foram avaliados tanto os padrões estabelecidos pela Norma quanto os processos de acreditação conduzidos pela SBPC/ML. Após a análise técnica, a decisão final sobre a reacreditação foi tomada pelo External Evaluation Award Committee (EEAC).

“É uma validação internacional da qualidade e da robustez técnica da Norma PALC. A reacreditação demonstra que o programa mantém padrões compatíveis com referências internacionais e que sua metodologia de avaliação é consistente”, destaca Carla Chaves. 

Referência brasileira com reconhecimento internacional

Criado em 1998, o PALC tem sua norma atualizada periodicamente para acompanhar a evolução da Medicina Laboratorial. Para a SBPC/ML, a nova reacreditação representa o reconhecimento internacional da estrutura desenvolvida e mantida pela Sociedade para estimular a qualidade dos serviços laboratoriais brasileiros.

“É também uma demonstração de que a SBPC/ML consegue manter um programa brasileiro alinhado a referências internacionais, sem perder a capacidade de contemplar as características e necessidades da realidade brasileira”, explica. 

O reconhecimento também repercute sobre a Medicina Laboratorial do país. A Norma PALC contempla diferentes etapas do processo laboratorial e estabelece requisitos relacionados à qualidade, segurança do paciente, informação e gestão de riscos. Dessa forma, sua aplicação contribui para consolidar uma cultura de prevenção de erros e aprimoramento contínuo dos processos.

“A reacreditação da ISQua fortalece internacionalmente a Medicina Laboratorial brasileira e dá maior visibilidade à qualidade construída pelos laboratórios que participam do programa”, afirma Carla Chaves. 

Benefícios chegam aos pacientes

Para os laboratórios acreditados, o PALC representa uma avaliação independente de seus processos. A acreditação demonstra o atendimento aos requisitos estabelecidos pela Norma e pode contribuir para ganhos de organização, eficiência, credibilidade e confiabilidade.

Os reflexos também chegam à prática médica. Como os resultados dos exames laboratoriais têm papel fundamental nas decisões clínicas, processos mais controlados e rastreáveis aumentam a segurança na utilização dessas informações na prevenção, no diagnóstico, no acompanhamento e no tratamento dos pacientes.

Para o paciente, o resultado se traduz em maior segurança durante toda a jornada do exame. “O benefício final é bastante concreto: maior segurança de que o exame foi realizado dentro de um sistema que controla seus processos e busca continuamente reduzir riscos, aumentando a confiabilidade das informações que vão subsidiar decisões sobre a sua saúde”, conclui Carla Chaves.